Nesta sessão, ao abordarmos a presença de Fernando Pessoa no âmbito da Banda Desenhada, iremos apresentar o livro Pessoa Fragmentado, publicado em 2025 pelos artistas do Coletivo TágIIde, com apoio do Lisboa Pessoa Hotel. Trata-se de um volume em que diversos ilustradores interpretam e representam poemas e contos de Pessoa através da Banda Desenhada, cada um com o seu estilo, incidindo na pluralidade pessoana de forma original e penetrante. Nos 90 anos da despedida terrena do poeta, eis uma homenagem literária e artística enquanto testemunho da vitalidade de Pessoa no século XXI.
Apresentação do livro Pessoa Fragmentado (Coletivo TágIIde), nos 90 anos da morte de Pessoa (1935-2025)

Informações sobre o Evento
Data: 3 dezembro 2025
Horário: 18h30-20h00
Inscrição: Deverá ser efetuada através do nosso formulário de inscrição
Capacidade: 30 participantes
Local: Sala Bernardo Soares, no piso 0
Os Oradores
José Macedo Bandeira

Concluiu o Curso de Artes Gráficas da Escola António Arroio, em 1975 e ingressou no mesmo ano na Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Publicou BDs no “Mundo de Aventuras”, em 1977. Colaborou com a Federação Portuguesa de Cinema e Audiovisuais nos anos 80, sendo a sua BD “Sessão Final” (inspirada em “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury) a base para o filme homónimo de João Paulo Ferreira, premiado no Festival de Cinema Amador de Bruxelas e prémio especial Unesco. Venceu o Concurso de Ilustração “A BIC é do Mundo”, pela BIC/Diário de Noticias, em 2020, e o 1.0 prémio do 15.0 BDteca, pelo salão de BD de Odemira, em 2021, com a obra “Música pela Cidade”. Edita BD no “Outras Bandas” #2-7 e no “BD Montijo: iniciação à Arte Sequencial – Antologia I” (2022). Participou no projecto ACBD/Avenida Marginal por três vezes, ilustrando argumentos de Nuno Duarte “A Vida Conjugal do Casal Ventoso”, de Daniel Maia “O Som do Silêncio” e de Samir Karimo “A Brasileira”. Participou na obra colectiva H-Alt #12 com a BD “A Vida Conjugal do Casal Ventoso” (2022), com argumento de Nuno Duarte. Com José de Matos-Cruz (co-argumento) e de título “Fernando Pessoa e Aurora Boreal: O Reverso do Universo”, obteve uma Menção Honrosa no concurso de banda desenhada “Fado ecoa em BD,” promovido pelo Festival de Banda Desenhada de Poznán 2023, na Polónia. Participou com a banda desenhada “5 de Abril de 2034”, na Antologia “Abril, Cravos Mil”, premiada nos Troféus Central Comics de 2024 na categoria de Melhor Antologia, editada pela Câmara Municipal do Montijo e integrada nas comemorações dos 50 Anos do 25 de Abril de 1974.
Mário André

Foi profissional de Enfermagem ao serviço da Seleção Nacional e do Sporting Clube de Portugal. Aposentado em 2015, dedicou-se a desenvolver aptidões em BD e a produzir obras autorais, auto publicando no fanzine Doce Êmese Canibal, pelo selo editorial Kustom Rats. Este retorno à paixão pelo desenho, tornou-o o mais decano novo autor de BD na comunidade portuguesa, com várias participações em concursos de BD e em eventos, entre os quais o festival Amadora BD e BDteca: Salão BD de Odemira, em que foi distinguido com Menção Honrosa em 2017 e 2021. Frequentou formações na NextArt e no Museu Bordalo Pinheiro, e consolida aptidões no 1.0 Iniciação à Arte Sequencial. Após
cofundar o colectivo Tágide, publica regularmente nos fanzines Outras Bandas – obtendo nomeação para o 2.0 Prémio Bandas Desenhadas em Melhor BD Curta em Antologia -, e colabora também no Venham #5 #10 e A Ponte #1. De seguida, eleva a produção para álbuns, primeiro adaptando “A Implosão”, de Nuno Júdice, em 2021, e lançando depois a colecção “Quaresma, o Decifrador”, adaptando os contos policiais de Fernando Pessoa, iniciada com “O Caso do Quarto Fechado” e “Crime”, em 2022, e prosseguindo em 2023 com “A Morte de D. João”. Paralelamente, é também responsável pela criação e coordenação da Fanzineteca de Alpiarça, integrada na Biblioteca Municipal daquela cidade.
Jorge Rodrigues

Descobriu cedo a paixão pela banda desenhada, graças a edições antigas de “Heróis da TV” e “Demolidor”. Desde jovem, investiu as suas poupanças em publicações da Abril, Abril/Controljornal e Devir, sempre com o objetivo de um dia criar as suas próprias histórias. Estreou-se em 2010 nas publicações “Venham +5” #7 e “Zona Gráfica”, Vol. 1. Nesse ano, divulgou o seu trabalho no fórum “Central Comics” e na página “DarkPage”, passando a colaborar com a “Feco Portugal – Associação de Cartoonistas”. Participou na exposição “Uma Aventura no Alentejo” e criou cartoons para parcerias da “Feco Portugal” com a “Amnistia Internacional”. Foi convidado para a revista “Moda Foca” #1, de Álvaro Santos. Após uma pausa para se dedicar à carreira em Tecnologias da Informação, regressou em 2019, frequentando o “Curso de Banda Desenhada – Iniciação à Arte Sequencial”. Participou na antologia “BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial” e em várias edições do fanzine “Outras Bandas”, incluindo capas. Em 2024, integrou a antologia “Abril, Cravos Mil” e lançou o seu primeiro álbum a solo, “Dark Crusade – A Cruzada Negra”, no 35.0 Amadora BD, sob a chancela “Dark Pages”.
Orientador/dinamizador

Fabrizio Boscaglia é subdiretor do Mestrado em Ciência das Religiões da Universidade Lusófona, onde é professor e membro do centro de investigação LusoGlobe. Doutor em Filosofia pela Universidade de Lisboa com uma tese sobre Fernando Pessoa, autor e coordenador de dezenas de publicações científicas a nível internacional, entre as quais Orpheu Filosófico: a Geração de Orpheu entre Artes e Filosofia (Edições Universitárias Lusófonas, 2022; com Paulo Borges e Pedro Vistas). Curador convidado no Museu Calouste Gulbenkian (2022-23), consultor no King’s College London, docente e consultor em Turismo Literário.
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